Curriculum Vitae Lisboa 1978

DAVID-FERREIRA, José Francisco
CURRICULUM VITAE
LISBOA 1978
Trabalho Dact. e Polic, Silvério Graça

 

ÍNDICE

Dados Biográficos. Actividade Científica e Pedagógica 7

Outras Actividades. Títulos, Cargos e Funções 55

Prémios e Louvores 63


Sociedades Científicas 65

Congressos e Reuniões científicas  69

Comunicações, Conferências e Palestras 73

Publicações 83


1. DADOS BIOGRÁFICOS - ACTIVIDADE CIENTÍFICA E PEDAGÓGICA

2. OUTRAS ACTIVIDADES. TÍTULOS, CARGOS E
FUNÇÕES

1 - DADOS BIOGRÁFICOS. ACTIVIDADE CIENTÍFICA E PEDAGÓGICA

José Francisco David-Ferreira nasceu em Montargil a 26 de Fevereiro de 1929. A partir de 1939 frequentou em Lisboa o Liceu de Camões, tendo terminado o curso liceal em 1946. A mais de trinta anos de distância lembra com saudade os colegas com quem conviveu e reconhece o muito que ficou a dever a alguns professores. Recorda em particular o Professor Rómulo de Carvalho pelo muito que aprendeu nas suas lições e nas leituras extraprograma que este Professor recomendava. Em 1947 matriculou-se na Faculdade de Medicina de Lisboa, tendo concluído a sua licenciatura com a média final de 15 valores.

Um dos elementos determinantes da sua carreira pedagógica e científica foi a frequência em 1948 do curso de Histologia orientado pelo Professor Luiz H. Dias Amado, no laboratório da Rua Castilho, na sequência do afastamento compulsivo deste Professor da Faculdade de Medicina de Lisboa. Este curso constituiu a sua iniciação nos métodos e princípios da Histologia e a oportunidade de participar numa experiência pedagógica diariamente enriquecida pela personalidade do Professor Dias Amado.

Em consequência das relações estabelecidas com o Professor Dias Amado e com o Dr. Luiz O. Dias Amado teve acesso a padrões mais elevados de cultura e começou a frequentar, a partir de 1949, o Instituto de Histologia e Embriologia de que era Director o Professor Augusto Celestino da Costa. Nesta época, além de executar várias tarefas no Instituto, estudou e praticou as técnicas histológicas e citológicas mais correntemente utilizadas.

Ao concluir o curso foi convidado pelo Professor Celestino da Costa a trabalhar no Instituto de Histologia, tendo participado no ensino pratico da Cadeira de Histologia e Embriologia nos anos lectivos de 1952-53 e 1953-54, o que mereceu um agradecimento do Conselho Escolar da Faculdade. Em 1954 foi-lhe concedida uma bolsa do Instituto de Alta cultura para trabalhar no Centro de Estudos de Endocrinologia, sob a direcção do Professor Celestino da Costa.
Foi nessa época que tomou a decisão de enveredar pela carreira docente, decisão que se deve à influência exercida pelo Professor Celestino da Costa, com quem teve o privilégio de contactar quase diariamente neste período de iniciação. O exemplo raro deste Professor, seguramente maior que o seu "lugar" e o seu "tempo", ainda hoje perdura. Não se pode facilmente esquecer o seu entusiasmo pela investigação científica, a sua dedicação pelo ensino, a sua integridade intelectual e a sua atitude permanentemente construtiva.

Durante este período, além de aprofundar os conhecimentos histológicos, colaborou nalguns dos trabalhos de investigação que serviram de base à elaboração da dissertação de Doutoramento do Professor R. Iriarte Peixoto. Esses trabalhos constituíram o seu primeiro contacto com o desenvolvimento de um projecto de investigação e deram origem a sua colaboração em dois artigos.

Num desses trabalhos (Publicação 1) foram estudadas as alterações hematológicas produzidas no Rato, por pequenos estímulos, concluindo-se que as modificações do quadro hemático (eosxnopenia, neutrofilia e linfopenia) se observavam mesmo apôs a injecção de Nembutal, e que a suprarenalectomia prévia dos animais impedia a eosinopenia mas não a neutrofilia e a linfopenia. Também confirmaram (Publicação 2) que a injecção intraperitoneal de adrenalina em ratos suprarenalectomisados não provoca eosinopenia.

Os resultados contrários, obtidos por alguns autores, são interpretados como sendo devidos à extirpação incompleta do tecido glandular pelo que recomendam que a utilização de animais suprarenalectomisados para experiências deste tipo seja controlada com um teste prévio (inj. intraperitoneal de 10 U. de ACTH).

Com a finalidade de esclarecer o mecanismo da eosinopenia, estudou a distribuição topográfica dos eosinófilos em vários órgãos e tecidos de ratos normais e apôs injecção de Cortisona, ACTH, adrenalina, formol e acetato de desoxicorticosterona. Nos infiltrados de eosinófilos normalmente existentes no tecido conjuntivo de rato não se observaram imagens sugestivas de destruição destes elementos, mesmo apôs doses altas de Cortisona e ACTH (Comunicação 1).

Num outro trabalho (Comunicação 2) foi estudada a acção de diferentes esteróides (desoxicorticosterona, metilandrostenediol e cortisona) no quadro leucocitário do líquido perito-nenal do rato, Verificou-se que a injecção intraperito neal de microcristais destes esteróides produzia modificações da composição celular do líquido peritoneal com aumento do número relativo dos neutrófilos. As imagens líticas dos elementos linfomonocitários aumentavam unicamente após injecção de cortisona, enquanto que as imagens líticas dos eosinófilos aumentavam após injecção de qualquer dos esteróides sem diferenças significativas.

Os resultados destes trabalhos serviram de base a duas comunicações inscritas na 43ª Reunion de L'Association des Anatomistes mas não chegaram, infelizmente, a ser apresentadas em virtude da morte do Professor Celestino da Costa, ocorrida quando se realizava a reunião. Parte dos resultados foram integrados na dissertação de Doutoramento do Professor R. Iriarte Peixoto ("A exploração dinâmica da função supra-renal", Lisboa, 1958).

Em Dezembro de 1954 foi proposto para 2º Assistente da Cadeira de Histologia pelo novo Director do Instituto, Professor M. J. Xavier Morato. A partir dessa data dedicou-se exclusivamente ao ensino e à investigação científica. Não pode deixar de referir a influência benéfica que recebeu da experiência pedagógica e do espírito de organização do Professor Xavier Morato, a cuja iniciativa deve o ter-se orientado no campo da investigação ultrastrutural.

Assim, em Maio de 1955, sob proposta dos Professores Xavier Morato e Celestino da Costa, foi-lhe concedida pelo Governo Francês uma bolsa de estudo para trabalhar em Paris no Institut de Recherches sur le Câncer (Villejuif) de que era Director o Professor Charles Oberling.

O Laboratório de Microscopia Electrónica de Villejuif era, sob a direcção do Dr. W. Bernhard, um dos laboratórios mais activos nas técnicas citológicas e histológicas da microscopia electrónica. Além de se praticarem com rigor essas técnicas, vivia-se um clima de trabalho e de intercâmbio internacional altamente estimulante. Ao Dr. W. Bernhard, além dos ensinamentos de uma técnica na época cheia de dificuldades, ficou a dever critérios de rigor na sua prática e muito da sua formação científica.

Depois de uma curta estadia em Portugal, de Novembro de 1955 a Janeiro de 1956, em que desempenhou funções de Assistente, na recentemente criada Cadeira de Biologia Médica, regressou a Paris para continuar a sua especialização agora como bolseiro do Instituto de Alta Cultura.

Durante o estágio em Villejuif, além da aprendizagem das técnicas de microscopia electrónica aplicadas ao estudo de células e tecidos, deu início aos seus primeiros trabalhos no domínio da investigação ultrastrutural.
São dessa época os resultados que levaram à elaboração dos trabalhos sobre a ultrastrutura do pâncreas endócrino (Comunicação 3; Publicações 5 e 8), das células da epiderme do rato recém-nascido (comunicação 6; Publicação 9) e, em colaboração com o Professor Xavier Morato, os da área postrema (Comunicação 4, Publicações 6 e 7). Também resultaram desse estágio os artigos de revisão (Publicações 3, 4 e 10) e as conferências que realizou com a finalidade de divulgar as novas técnicas e os resultados que a sua utilização vinha permitindo alcançar.

Nos trabalhos sobre a ultrastrutura das células do pâncreas endócrino (Comunicação 3; Publicações 5 e 8), sem dúvida os mais importantes deste período, põe em evidência a participação do aparelho de Golgi na elaboração das granulações beta, assinala pela primeira vez o mecanismo de excreção dessas granulações, descreve a ultrastrutura dos capilares sanguíneos desta glândula e suas relações com as células endócrinas e discute o mecanismo do transporte dos produtos de secreção através da parede capilar. Este trabalho, muito referido na literatura da especialidade, serviu de fonte documental a trabalhos e textos de outros autores.

No trabalho sobre a ultrastrutura da epiderme do rato recém-nascido (Comunicação 6, Publicação 9) descreve a observação de grânulos densos intranucleares nas células do stratum granulosum e admite tratarem-se de grânulos de querato hialina associados ao processo de queratinização. Chama a atenção para o facto de grânulos intranucleares, do tipo dos que descreve, poderem ser confundidos em microscopia óptica com corpos de inclusão.
Nos trabalhos sobre a ultrastrutura dos capilares da área postrema, em colaboração com o Professor Xavier Morato, é assinalada a existência do espaço pericapilar ou subendotelial nesses capilares e a presença de numerosas vesículas no citoplasma das células endoteliais, sugestivas de transporte muito activo entre o parenqúima e o lume do vaso.

Foi ainda em Villejuif que deu início aos trabalhos de investigação que vieram a constituir a sua disssertação de Doutoramento. Com base nalguns dados iniciais desse trabalho elaborou uma monografia ("Estudo ao microscópio electrónico da formação e desenvolvimento do ergastoplasma no pâncreas e fígado embrionários") que foi premiada em 1957 com uma menção honrosa dos Prémios Pfizer. Nesse trabalho descrevia as modificações ultrastruturais do ergastoplasma (retículo endoplásmico rugoso) no pâncreas e fígado embrionários durante a diferenciação destes órgãos, concluindo que os dois componentes deste organito, membranas e grânulos, se formam independentemente. Assinala três tipos de organização durante a sua diferenciação; Tipo I, caracterizado pela presença de numerosos grânulos de Palade (ribosomas) dispersos no citoplasma e escassas membranas sem grânulos associados, tipo II, em que já se observam, além dos grânulos livres, algumas cisternas com grânulos e tipo III, correspondente às células dos animais próximo do termo e recém-nascidos, em que predominam as cisternas cobertas de grânulos.

Em Outubro de 1957 regressou a Portugal tendo sido encarregado pelo Professor Xavier Morato de organizar o Laboratório de Microscopia Electrónica do Instituto de Histologia e Embriologia. Este laboratório, cuja montagem foi possível graças a um subsídio da Fundação Calouste Gulbenkian, foi o primeiro no nosso País em que o microscópio electrónico foi utilizado em citologia e histologia. De Outubro de 1957 até Julho de 1962 além das suas funções docentes, orientou o trabalho de investigação do Laboratório de Microscopia Electrónica. No período inicial organizou o laboratório, supervisou a montagem do microscópio electrónico e das técnicas de ultramicrotomia - no que contou com a colaboração competente e dedicada de Karin L. David-Ferreira -, introduziu estagiários no uso do microscópio electrónico e colaborou com especialistas de outros ramos no estudo de problemas em que estava indicada a utilização da microscopia electrónica.

Surgiram assim os trabalhos em colaboração com a Dr.ª Maria de Lourdes Borges em que são estudadas as alterações provocadas nas células de um hospedeiro (Datura Metei) pelos vírus X e Y da batateira. (Publicações 11 e 12). Tratam-se dos primeiros trabalhos em que a presença destes vírus é assinalada em cortes das células infectadas. No caso do vírus X são descritas inclusões citoplásmicas constituídas por agregados de partículas.

Estuda e descreve a ultrastrutura das células intersticiais do testículo de rato assim como as relações destas células com os capilares sanguíneos (Comunicação 5, Publicação 14). (Sabe-se hoje que as vesículas observadas e descritas no citoplasma destas células resultam da fragmentação do retículo endoplásmico liso em consequência dos métodos de fixação então utilizados) .

Em colaboração com o Professor Xavier Morato (Publicação 15) estuda ao microscópio electrónico a parstuberalis da hipófise de Gato. Neste trabalho é descrita a ultrastrutura das vesículas observadas nesta região, confirma-se a existência das duas variedades celulares, anteriormente assinaladas com o microscópio óptico, e é discutido o significado destes tipos celulares assim como o mecanismo da formação das vesículas.

Analisa e descreve a ultrastrutura das metástases pulmonares do tumor mamário do ratinho demonstrando a presença nestas metástases de partículas virais idênticas às observadas nas células do tumor primitivo (Publicação 16).

Estuda com Plácido de Sousa a multiplicação de uravírus humano (Herpes símplex) inoculado num tumor mamário do ratinho (Publicação 17). A demonstração da multiplicação do vírus no tumor foi feita por métodos virológicos e morfológicos. Foram obtidos documentos em que se demonstra a presença simultânea na mesma célula de partículas virais do tumor e do vírus inoculado. A versão em português deste trabalho, "Multiplicação de um vírus humano (Herpes símplex) num tumor a vírus do Ratinho", foi premiada em 1959 com o 1º Prémio Pfizer (ex-aequo).
Entretanto deu continuidade ao trabalho de investigação iniciado em Villejuif sobre a diferenciação dos organitos celulares nas células do pâncreas e fígado embrionários que veio a servir de base à dissertação de Doutoramento (Publicação 13). Neste trabalho descreve num capítulo inicial os materiais e métodos utilizados, revê criticamente os métodos em uso na época e inclui um estudo original sobre as alterações autolíticas da ultrastrutura celular em várias condições experimentais. Verifica que os processos autolíticos são mais rápidos nas células hepáticas que nas células pancreáticas, assinala que a autolise "in vivo" é acompanhada de alterações mais profundas que a autólise "in vitro", descreve as alterações das mitocôndrias (rarefacção da matriz, dilatação e desorganização das cristas) como as mais precoces, descreve a dilatação das vesículas e desagregação dos vários componentes do complexo de Golgi, assim como a fragmentação do retículo endoplásmico rugoso em vesículas semelhantes aos microsomas. No núcleo onde as alterações são mais tardias analisa a formação das massas picnóticas.

Seguidamente analisa em três capítulos sucessivos as modificações sofridas pelo condrioma, aparelho de Golgi e ergastoplasma durante a diferenciação das células do pâncreas e do fígado.

Em cada um desses capítulos, após uma revisão crítica da literatura, descreve as observações realizadas e discute o seu significado. No que se refere às mitocôndrias assinala o seu desenvolvimento, dos estádios menos diferenciados para os mais diferenciados. Admite, - sem excluir a hipótese da divisão -, a sua formação a partir de estruturas menos complexas, os "microbodies". (Sabe-se hoje que as estruturas descri tas com o nome de "microbodies" são organitos independentes das mitocôndrias, peroxisomas e lisosomas, que na época não haviam ainda sido identificados).

Põe em evidência a estrutura característica do aparelho de Golgi nas células embrionárias e descreve as suas modificações progressivas assim como a formação, em associação com este organito, dos primeiros grãos de zimogénio. Defende a independência estrutural e funcional do aparelho de Golgi do ergastoplasma (retículo endoplásmico rugoso), contrariando o conceito segundo o qual estes dois organitos seriam porções contínuas de um mesmo sistema.

Descreve seguidamente os estádios observados no desenvolvimento do retículo endoplásmico rugoso, assinalando a predominância dos ribosomas livres nas células menos diferenciadas e a progressiva associação de ribosomas aos sistemas membranosos das cisternas.

Este trabalho, com todas as limitações inerentes ao período em que foi realizado, constituiu na época uma primeira tentativa para com métodos ultra-estruturais traçar a origem e diferenciação dos organitos celulares.
E a 7 e 8 de Abril de 1960 prestou provas de Doutoramento na Universidade de Lisboa. Da dissertação foram arguentes os Professores Xavier Morato e Ta¬vares de Sousa. Das duas proposições foram arguentes os Professores Jorge Horta e Silva Pinto. Foi aprovado com a classificação de 20 valores.

No mesmo ano, por proposta do Professor Xavier Morato, foi contratado Primeiro Assistente da Cadeira de Histologia e Embriologia da Faculdade de Medicina de Lisboa, funções que exerceu até Julho de 1962.

Em 1960, por ocasião da participação na European Regional Conference on Electron Microscopy em Delft e no 10º Congrès International de Biologie Cellulaire em Paris, realizou visitas de estudo aos seguintes Laboratórios e Institutos: em Ivry, o Laboratoire de Syntese Atomique (Profs. Nina Carasso e P. Favard) em Bruxelas, o Laboratoire de Cytologie et de Cancérologie Expérimentale (Profs. A. Claude e P. Drochmans); em Dusseldorf, o Pathologischen Institut des Medizinischen Akademie (Prof. H. Schulz) e o Institut fur Elektronenmikroskopie (Prof. H. Ruska); em Kiel, o Anatomisches Institut der Università't (Prof. W. Bargmann); em Copenhague, o Statens Serum Institut (Prof. Birch-Andersen) e o Laboratoire Carlsbergí (Profs. H. Halter e C. Chapman-Andresen); em Malmo, o Bakterio logiska institutionen (Prof. S. Winblad) e o Patolrgiska institutionen (Prof, H. Henrikson), em Lund, o Histologiska Institutionen (Prof. G. Glimstedt), em Gotenburgo, o Anatomiska Institutionen (Prof. T. Zelander).

No período compreendido entre 1959 e 1962 colabora com o Professor Jorge Horta num estudo sobre as lesões produzidas pelo Torotraste, cujos resultados foram apresentados à Sociedade de Ciências Médicas de Lisboa (Comunicação 7). Durante um outro trabalho experimental, em que se pretendia estudar as lesões produzidas em vários órgãos de Coelho, pelo dióxido detóriocoloidal injectado intravenosamente, põe em evidência a capacidade fagocitária das plaquetas sanguíneas (Publicação 18). Demonstra seguidamente a mesma propriedade em plaquetas humanas isoladas e postas em contacto "in vitro" com Torotraste (Publicação 19).

Na exploração destes resultados experimentais faz um estudo detalhado da ultrastrutura plaquetária e demonstra com Karin L. David-Ferreira, e utilizando a fixação pelo permanganato de potássio, a presença e distribuição do glicogénio nas plaquetas sanguíneas (Publicação 20). Na continuidade destes trabalhos analisa vários dos problemas relativos à ultrastrutura e fisiologia das plaquetas, num trabalho (Publicação 21) a que foi atribuído em 1961 o 1º Prémio Pfizer.

Todos estes trabalhos têm sido referidos na literatura internacional e utilizados por outros autores como fonte de documentos sobre a ultrastrutura das plaquetas sanguíneas. São também dessa época os trabalhos apresentados no V Congresso Internacional de Microscopia Electrónica realizado em Filadélfia em 1962.

Em colaboração com Karin L. David-Ferreira descreve a presença de inclusões em bastonete, em macrófagos situados junto às metástases do tumor mamário do ratinho e também na medula óssea de animais normais (Publicação 22). Interpreta essas inclusões como o resultado da fagocitose e digestão de glóbulos vermelhos pelos macrófagos.

Noutro trabalho (Publicação 23) analisa a estrutura do centríolo e baseando-se em observações realizadas em leucócitos fixados pelo permanganato de potássio, discute a sua constituição e descreve pela primeira vez a presença de uma vesícula intracentriolar.

Em Julho de 1962 pediu a demissão da Faculdade de Medicina, tendo sido louvado na Ordem de Serviço de 28 de Junho de 1962 pelo Director do Instituto de Histologia e Embriologia, Professor Xavier Morato.

A partir de 1962 fez parte do Grupo de trabalho encarregado pela Administração da Fundação Calouste Gulbenkian da organização do Centro de Biologia.

Em Julho de 1962 partiu para os Estados Unidos onde, como bolseiro da Fundação, trabalhou no National Câncer Institute (Bethesda) sob a direcção do Dr. A. J. Dalton, como "Guest Worker" de Julho de 1962 a Setembro de 1963 e como "Visiting Research Scientist" do National Institutes of Health, de Setembro de 1963 a Março de 1965.

Durante a estadia em Bethesda conclui alguns trabalhos iniciados anteriormente de que resultou uma comunicação (8) em que descreve a ultrastrutura dos leucócitos e plaquetas após fixação pelo permanganato de potássio pondo assim em evidência a presença e distribuição do glicogénio nestes elementos do sangue.

A convite dos editores do International Review of Cytology elabora uma revisão sobre plaquetas sanguíneas (Publicação 24).

Já integrado nos programas do Laboratory of Viral Oncology do National Câncer Institute estudou, em colaboração com R. A. Manaker, o desenvolvimento do vírus da hepatite murina em células de cultura de tecidos (Publicação 25).

Nesse trabalho demonstra a incorporação dos vírus nas células infectadas por viropeaeis. assinala pela primeira vez a incorporação de partículas virais no interior de lisosomas e descreve a formação deste vírus em relação com as inclusões reticulares e tubulares que se desenvolvem nas células infectadas. Finalmente demonstra que as partículas virais se formam por "budding" para o interior das cisternas do retículo endoplásmico rugoso.
Estuda igualmente os efeitos produzidos pelo mesmo vírus nas células do fígado de murganhos recém-nascidos, observações que completa mais tarde (Comunicação 11). Observou, em material colhido 72h após inoculação, a presença de partículas com as dimensões e morfologia do vírus da hepatite nos espaços de Disse e no interior de lisosomas das células de Kupffer e demonstra nas células parenquimatosas a existência de inclusões tubulares idênticas às observadas em células de cultura de tecidos infectadas com o mesmo vírus.

Em colaboração com o Grupo de Sarah Stewart descreve um vírus do grupo Herpes em células de cultura de rim de cão e identifica partículas idênticas em fragmentos de rim provenientes de fetos e de animais recém-nascidos (Publicação 26). Como veio a demonstrar-se, trata-se do agente de uma doença hemorrágica e renal do cão anteriormente atribuída a um micoplasma.

Tiveram também início neste período os trabalhos com J. A. Morris, da Division of Biological Standards do National Institutes of Health, sobre o "Scrapie", doença crónica, progressiva e degenerativa do sistema nervoso central, que ocorre naturalmente no carneiro e que foi transmitida experimentalmente na cabra, rato e murganho. A importância desta doença reside na semelhança com doenças humanas como o Kuru que, nesta época, era também motivo de intensa investigação pelo grupo do Dr. C. Gaydusek, com quem J. A. Morris colaborava.

O nosso trabalho, que veio a concluir-se ulteriormente, tinha por finalidade o estudo das alterações ultrastruturais provocadas no córtex cerebral de ratinhos inoculados com material proveniente de animais com "Scrapie" e estava inserido num projecto cujo objectivo era a identificação do estranho agente desta doença.
Enquanto nos Estados Unidos da América, visitou as seguintes instituições: em New York, o laboratório de G. E. Palade, no Rockefeller Institute, e os laboratórios de Charlotte Friend e de E. De Harven no Sloan-Kettering; em Boston, os departamentos de D. W. Fawcett e de K. R. Porter na Harvard University, em Providence, o laboratório de E. Leduc na Brown University; em Durham, os laboratórios de M. Moses e de J.W. Bear na Duke University, em Washington, o laboratório de G, F. Bahr no Armed Forces Institute of Pathology.

Ainda durante a sua permanência em Bethesda foi nomeado, pela Fundação Calouste Gulbenkian, Director do Laboratório de Biologia Celular do Centro de Biologia, de cuja organização foi encarregado.

Regressou a Portugal em 1965 mas, não se encontrando ainda concluída a construção dos laboratórios em Oeiras, interrompeu as suas actividades de investigação dedicando-se a tarefas de organização do futuro Centro de Biologia.

Colaborou então com o Professor Flávio de Resende e Drs. J. Ribeiro dos Santos (Director do Serviço de Ciência), F. Peres Gomes, N. Van Uden e H. Menano no lançamento de uma instituição que se pretendia modelar e que sem dúvida tem contribuído para o desenvolvimento de vários ramos das ciências biológicas no nosso País.
Em 1966 começou a instalação e montagem do Laboratório de Biologia Celular assim como o recrutamento e preparação dos quadros técnicos do laboratório.

Como consequência do falecimento do Professor Flávio de Resende, ocorrido em 1966, e por ocupar nessa altura o cargo de Subdirector, assumiu a direcção interina do Centro de Biologia, funções que desempenhou até final de 1968. Nessa qualidade proferiu o Discurso inaugural do Centro de Biologia em 20 de Julho de 1967.

Indispensável referir o quanto foi agradável trabalhar com o Professor Flávio de Resende, espírito aberto e generoso e com o Dr. J. Ribeiro dos Santos, que de forma inteligente, discreta e persistente tanto contribuiu para a concretização do Centro de Biologia.

Após instalação do Laboratório de Biologia Celular, em Oeiras, continuou os trabalhos iniciados em Bethesda em colaboração com K. L. David-Ferreira e com o grupo do Dr. J. A. Morris de que resultou um trabalho (Comunicação 12; Publicação 27) em que são descritas as alterações ultrastruturais no córtex cerebral de murganhos inoculados intracerebralmente com suspensões salinas do cérebro de animais com "Scrapie". Foram estudados animais: (1) inoculados com cérebro proveniente de cabras com "Scrapie", (2) inoculados com cérebro de murganhos normais e (3) inoculados com cérebro de murganhos com "Scrapie". Neste trabalho confirmam a extensa vacuolização do córtex cerebral observada em trabalhos anteriores com o microscópio óptico, descrevem a presença em processos celulares de numerosas partículas e bastonetes de 320-360 A" e observam inclusões ovóides constituídas por bandas paralelas e fibrilhas. Discutem estas observações em relação com a possível natureza viral da doença.

Na sequência de linhas de investigações anteriores colaborou com Maria de Lourdes V. Borges, da Estação Agronómica Nacional, no estudo das alterações ultrastruturais de células de Datura Metei infectadas com o vírus X e o vírus Y da Batateira (comunicações 9 e 10; Publicação 28). No caso das plantas infectadas com o vírus X observam as inclusões citoplásmicas constituídas por agregados de partículas e assinalam a presença no citoplasma das células infectadas de extensas regiões ocupadas por filamentos de 38 A com numerosos ribosomas associados. Nas plantas infectadas com o vírus Y observam partículas isoladas e formações em "roseta" e "anel", semelhantes às observadas em células infectadas com outros vírus e assinalam a presença de filamentos (vírus) em estreita associação com as mitocôndrias.

Igualmente num trabalho em colaboração com Maria de Lourdes V. Borges estudou ao microscópio electrónico cortes finos de tecidos provenientes de tomateiros atingidos por uma doença de etiologia desconhecida "Mal Azul" que se supunha de natureza viral. Em cortes finos de raízes adventícias, sépalas e folhas de plantas atingidas por esta doença demonstra a presença de micoplasmas (Comunicação 15 Publicação 29). Trata-se de um dos primeiros trabalhos em que é assinalado o envolvimento de micoplasmas como agentes de doença nas plantas, tendo resultado desta demonstração o incremento do estudo desta e doutras doenças de etiologia semelhante na Estação Agronómica Nacional.

Ainda em colaboração com a Estação Agronómica Nacional participou em trabalhos de investigação tendo por objectivo detectar e isolar agentes patogénicos como por exemplo o agente do nanismo clorótico da cebola (Comunicação 16).

Com Karin L. David-Ferreira descreve (Comunicação 14, Publicação 31) em material proveniente de embriões de pinto e de rato a presença de estruturas vesiculares e tubulares associadas a membrana mitocondrial. Estas estruturas são comparadas com os "mesosomas" das células bacterianas e o seu significado é discutido tendo presente não só observações semelhantes realizadas noutros materiais por alguns autores como também a teoria sobre a origem das mitocôndrias.

Após o seu regresso dos Estados Unidos, e enquanto responsável pelo Laboratório de Biologia Celular, tem tido como preocupação predominante a formação, orientação e criação de condições de trabalho a estudantes e licenciados com propensão para a investigação científica. Neste projecto contou, na área da Ultrastrutura Celular, com a colaboração de Karin L. David-Ferreira e José Carlos M. Lemos cuja preparação e sentido da responsabilidade tornaram possível o funcionamento do laboratório em padrões de elevado nível técnico.

Consciente das deficiências a nível nacional na Área da Virologia criou condições para a formação no Laboratório de Biologia Celular de um grupo de Virologia cujo desenvolvimento estimulou. Teve neste projecto a colaboração de A. B. Geraldes que, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e com a finalidade de se preparar, foi previamente orientado para um estágio com M. Boiron no Institut de Recherches sur les leucémies do Hôpital de St. Louis, Paris.

No período compreendido entre 1966 e 1974 estagiaram por prazos iguais ou superiores a um ano os seguintes bolseiros: J. C. Antunes Correia, J. F. Cardoso Pessoa e R. U. de Lima e Sousa, da Escola Superior de Medicina Veterinária, Cecília Clara Monteiro, F. M. Guerra Rodrigo, M. Luiza Cristina de Freitas, Maria Tereza dos Santos Paiva, A. Peixoto de Meneses e Vivina da Conceição Vieira Cabrita, da Faculdade de Medicina de Lisboa; Rogério C. S, Teixeira, da Faculdade de Medicina de Coimbra, M. Manuela Picciochi e L. R. Mata, da Faculdade de Ciências de Lisboa, Layla S. M. Al-Ali e Rajiha A. Al~Baghdahi, do Medicai Research Center da Universidade de Baghdad, Maria Manuela Martins e Diamantina Louro, da Estação Agronómica Nacional, Ana Paula Tendeiro, Estudante da Escola de Farmácia de Lisboa; Rafael Molina Pinai de Castilla, da Faculdade de Ciências de Sevilha; G. Cotta-Pereira, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Jacek Godula, do Departamento de Zoologia da Universidade de Cracóvia.

Com o estatuto de Cientistas Visitantes trabalharam no Laboratório em 1970 o Dr. A. J. Dalton, do National Câncer Institute (Bethesda) e em 1972-1973 o Professor L. C. Junqueira, da Universidade de S. Paulo.

Por períodos mais curtos, orientou também os estágios no Laboratório dos seguintes bolseiros: Amélia Soares Baptista e J. J. Gomes de Oliveira, da Faculdade de Medicina de Lisboa; J. Montezuma de Carvalho, da Faculdade de Ciências de Coimbra; J. C. Nogueira, da Escola Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais; Maria Helena S. Guerreiro, Maria Ana Dias Monteiro Santos e Álvaro M. P. dos Santos, Estudantes da Faculdade de Ciências de Lisboa, Luís M. Dominguez, J. E. Tavares de Castro e Jorge Oliveira Soares, Estudantes da Faculdade de Medicina de Lisboa.
Foram elaborados sob a sua orientação os relatórios de estágio de J. C. Antunes Correia ("Estudo experimental do Tumor de Sticker", Lisboa, 1967), de J. F. Cardoso Pessoa ("Bolsa jugal do Hamster. Contribuição morfológica para o estudo da permeabilidade vascular". Lisboa, 1968) e de R. U. de Lima e Sousa ("Contribuição para o estudo ultrastrutural do Bacillus Megaterium", Lisboa, 1970). Igualmente orientou, parcial ou totalmente, trabalhos de que resultaram as dissertações de Doutoramento de F. M. Guerra Rodrigo ("A zona de Junção dermoepidérmica", Lisboa, 1973) e de J. F. Cardoso Pessoa ("A Barreira Hemato-Testicular", Lis¬boa, 1976).

De forma mais limitada deu apoio aos trabalhos relacionados com as dissertações de Doutoramento de J. C. Antunes Correia ("Contribuição para o estudo do mecanismo de compensação de dosagem nos mamíferos", Lisboa, 1973), de Rogério C. S. Teixeira ("A ovogenese no Mesocricetus Auratus", Coimbra, 1973) e de R. Molina Pinai de Castilla ("Analisis experimental de la structura dei cromosoma en células eucarioticas", Sevilha, 1973).

Orientou directamente o estágio de Jacek Gogula, a quem propôs o tema para preparação de uma dissertação de Doutoramento a apresentar à Universidade de Cracóvia.

Fruto da colaboração com os bolseiros resultaram ainda trabalhos e comunicações apresentados em Congressos e Reuniões. Assim, em relação com o estágio de J. C. Antunes Correia, estudou ao microscópio electrónico fragmentos de tumores de Sticker transplantados na bolsa jugal do hamster (Comunicação 13). A ultrastrutura das células do tumor foi analisada com a finalidade de explorar a hipótese da natureza viral deste tumor. Apesar das inúmeras observações, não foram identificadas imagens indiscutíveis, reveladoras da presença de um vírus.

Com Reinaldo U. de Lima e Sousa estudou preparações de Bacillus Megaterium provenientes de culturas deste bacilo em diferentes fases de crescimento. Em células de culturas em fase estacionária, foram observadas ao microscópio electrónico inclusões de tipo cristalino (Comunicação 17), resultado que foi integrado no Relatório de Estágio apresentado por R. U. de Lima e Sousa na Escola Superior de Medicina Veterinária.

A ultrastrutura do tecido muscular, em doentes com dermatomiosite, foi estudada com F. Guerra Rodrigo (Publicação 34). Foram observadas como principais alterações das zonas lesionadas a perda de coesão dos miofilamentos, dilatações irregulares do retículo sarcoplásmico, presença de mitocôndrias gigantes e de forma bizarra, abundantes inclusões lipídicas e numerosos grânulos de lipofuscina.

Em relação com o estágio de Amélia S. Baptista estudou ao microscópio electrónico biópsias de fígado provenientes de cães em que P. E. Liboa provocara uma cirrose experimental por sobrecarga maciça com ferro (Comunicação 25). Foram identificados nos hepatocitos destes animais corpúsculos limitados por uma membrana simples (siderosomas) e em cuja matriz se reconhecem grãos densos de 7,5 nm constituindo, por vezes, agrupamentos cristalinos. Também na substância fundamental do citoplasma e nas cisternas do aparelho de Golgi e do retículo endoplásmico foram observados grãos de 7,5 nm identificados como ferritina.

O estudo da cirrose experimental do cão foi muito beneficiado graças à aplicação da técnica de coloração pelo subnitrato de bismuto, utilizada por Ainsworth e Karnovsky para pôr em evidência a ferritina. Esta técnica foi experimentada no laboratório em diferentes materiais, demonstrando-se a sua utilidade para aumentar o contraste de outras estruturas celulares e do glicogénio (Comunicação 26).

Em colaboração com K. L. David-Ferreira e J. C. Lemos (Comunicação 32) demonstra em células de fígado de ratos, parcialmente hepatectomisados, a presença nas cisternas do retículo endoplásmico rugoso de zonas de aproximadamente 650 nm de comprimento, em que as membranas, de perfil rectilíneo, não possuem ribosomas e em que o espaço cisternal, reduzido a 30 nm de largura, está ocupado por uma substância densa em que é possível reconhecer uma certa periodicidade. Discutem o significado funcional destas porções de retículo, geralmente situadas na proximidade de mitocôndrias e peroxisomas, admitindo a hipótese de que estão relacionadas cora a formação das membranas do retículo rugoso.

Com Jacek Godula estudou num insecto (Pyrhocoris apterus) a evolução do corpo cromatóide durante a espermatogénese (Comunicação 33). Este assunto foi atribuído a este bolseiro como tema da sua dissertação de Doutoramento.

Além do ensino tutorial desenvolvido no laboratório, colaborou no ensino post-graduado dos Estudos Avançados de Oeiras, programa de cursos monográficos organizado pelo Professor N. Van Uden, no Instituto Gulbenkian de Ciência. Incluído nesse programa organizou o Curso de Ultrastrutura Celular nos anos de 1969,1970,1975 e 1976. Na sua realização colaboraram, em 1969 e 1970 B. Afzelius, da Universidade de Estocolmo, em 1969, 1970 e 1976, A. Maunsbach, da Universidade de Aarhus e em 1975 e 1976 P. Pinto da Silva, do National Institutes of Health. Nestes cursos, cuja frequência foi muito solicitada, participaram cerca de 60 licenciados provenientes de Portugal (38), do Brasil (10) e de Espanha (12).

A partir de 1969 e até 1972 tomou a iniciativa de organizar no Centro de Biologia, nas manhãs de sábado, um conjunto de seminários destinados a estudantes universitários. As várias séries dos "Seminários de Biologia para Jovens", organizadas com a participação de investigadores dos vários laboratórios do Centro de Biologia, tiveram o mérito não só de permitir a divulgação teórico-prática de conhecimentos de alguns ramos das ciências biológicas como de despertar nos participantes o interesse pela sua prática. Deram também a conhecer aos mais jovens os laboratórios do Centro de Biologia onde alguns vieram ulteriormente estagiar.

Em 1972 foi convidado pelo Professor V. E. Cosslett, Presidente da International Federation of Societies for Electron Microscopy, a organizar em Portugal a III International School of Electron Microscopy. A reunião realizou-se no Instituto Gulbenkian de Ciência, de 15 a 22 de Abril de 1973. O tema geral "Methods and Applications in Biology" foi subdividido nos seguintes tópicos (1) Morphometric Methods in electron mycroscopy? (2) Three-dimensional reconstruction techniques; (3) Progress on Cryo-ultramicrotomy; (4) Freeze-etching techniques and applications; (5) Progress on Autoradiography; (6) Use of tracers in electron microscopy; (7) Immunoelectron microscopy; (8) Electron microscopy of subcellular fractions, (9) Surface spreading techniques; (10) Biological applications of high voltage electron microscopy; (11) Electron probe microanalysis of biological specimens; (12) Recognized artefacts in ultrastructural research. Sobre estes temas foram organizadas lições, seminários e demonstrações práticas no Laboratório de Biologia Celular. No seu tratamento intervieram os seguintes Professores; B. Afzelius (Estocolmo); P. Baudhuin (Louvain); W. Bernhard (Villejuif); A. Coimbra (Porto), V. E. Cosslett (Cambridge); J. F. David-Ferreira (Oeiras); P. Drochmans (Bruxelas); P. Echlin (Cambridge); P. Galle (Créteil); M. J. Karnovsky (Harvard); E. Kellenberger (Basileia); A. K. Kleinschmidt (New York), W. D. Kuhlmann (Koblenz); M. M. Magalhães (Porto); A. Maunsbach (Aarhus); P. Pinto da Silva(San Diego) F. M. M. Salpeter (Ithaca); F. S. Sjostrand (Los Angeles); H. Swift (Chicago); E. R. Weibel (Berna).

Além dos Professores convidados, participaram na reunião 80 inscritos dos seguintes países: Bélgica (8); Brasil (5) Chile (4); Dinamarca (9); Espanha (6); França (3); Inglaterra (1); Irlanda (1); Israel (1); Polónia (4); Portugal (29); Suécia (6); Suíça (1); U.S.A. (2).

Em Novembro de 1973, a convite do Governo Francês, realizou uma viagem de estudo em França, integrada no programa de intercâmbio cultural com o nosso País. Visitou os seguintes laboratórios; de w. Bernhard, no Institut de Recherches sur le câncer, em Villejuif. laboratório de J. André, na Université de Paris Sud, em Orsay; laboratório de P. Favard e Nina carasso, no Centre de Recherches d'Ivry sur Seine, laboratorio de P. Gallef no Service de Biophysique et de Medicine Nucléaire, do Hôpital Henri Mondor, em Créteil; laboratório de Christian Da Lage, na Faculte de Médecine Necker, em Paris.

Os trabalhos de investigação realizados no Laboratório a partir de 1970, e em que participa directa ou indirectamente, podem enquadrar-se principalmente em duas linhas de pesquisa:
(1)citofisiologia dos órgãos da reprodução em especial da vesícula seminal e do testículo ;
(2)Análise dos artefactos da técnica e das alterações ultrastruturais provocadas pela autólise.

Na linha de investigação relativa à citofisiologia dos órgãos da reprodução, têm sido desenvolvidos vários projectos alguns dos quais como temas de dissertação de Doutoramento de que foi ou I orientador científico.

Fundamentalmente esses trabalhos têm tido como alvo o estudo da estrutura e função do epitélio glandular da vesícula seminal, em várias situações experimentais, análise da estrutura da barreira hemato-testicular, função das células de Sertoli e suas junções e finalmente organização ultrastrutural do tecido intertubular do testículo.
No que se refere à vesícula seminal estudou a ultrastrutura desta glândula em animais normais e orquidectomisados. Assinala nas vesículas dos animais operados a redução do retículo endoplásmico rugoso e do aparelho de Golgi, desaparecimento dos grãos de secreção e presença de numerosos lisosomas secundários, cujo aumento é relacionado com o processo de involução celular que se verifica na sequência da orquidectoraia (Publicação 32).

Em colaboração com K. L. David Ferreira e L. R. Mata (Comunicação 19) estudou a ultrastrutura da vesícula seminal do rato, descrevendo no epitélio a presença das células basais. Estas células distinguem-se das células glandulares pela sua forma e localização e por não possuírem nem sistemas de cisternas do retículo endoplásmico rugoso, nem grãos de secreção. É referida a sua semelhança com os linfócitos intraepiteliais observados no intestino do rato.

Igualmente estudam (Comunicação 20) a vesícula seminal do hamster, em animais de idades compreendidas entre 2 e 22 dias de idade, assinalando as modificações progressivas dos diferentes organitos celulares durante a diferenciação das células glandulares.

Com L. R. Mata (Comunicação 22; Publicação 35) estudou a origem das vesículas "franjadas" observadas na porção apical das células glandulares da vesícula seminal do hamster utilizando a peroxidase do rábano como traçador. Demonstra-se neste trabalho a incorporação pelas células secretoras da vesícula seminal de peroxidase exógena injectada no lume da glândula.

Nos cortes de colheitas feitas apôs 5 a 10 minutos de permanência da peroxidase, o traçador estava adsorvido à membrana do apex ou localizado em depressões e em vesículas "franjadas" da zona apical da célula. Nos cortes de colheitas feitas 15 a 20 minutos apôs a introdução da peroxidase, os depósitos densos estavam situados em vesículas e em cisternas do aparelho de Golgi. A capacidade das células glandulares da vesícula seminal incorporarem o produto da própria secreção para reutilização e a possibilidade de se tratar de um processo de regulação da sua actividade secretória, são discutidas. A continuação da análise deste problema foi atribuída a L. R. Mata como tema de uma dissertação de Doutoramento a apresentar à Faculdade de Ciências e de que é orientador científico.

Em colaboração com G. Cotta Pereira (Comunicação 29) descreve em pormenor as células intraepiteliais da vesícula seminal do rato, concluindo que estas células são idênticas a linfócitos e as imagens obtidas sugestivas de se tratar de células em movimento. São comparadas às "Halo cells", descritas no epididimo e aos linfócitos presentes no epitélio intestinal.

No estudo ultrastrutural do testículo demonstrou que a impregnação pelo ósmio de fragmentos de testículo levam à formação de depósitos de "negro de ósmio" nas cavidades do retículo liso das células de Sertoli, enquanto nas células germinais esses depósitos se localizam unicamente nas cisternas exteriores do aparelho de Golgi (Comunicação 28). Demonstra-se que a impregnação pelo ósmio facilita a identificação e o estudo morfológico dos prolongamentos das células de Sertoli. A distribuição dos depósitos de ósmio nestas células é comparada à impregnação observada nas células de Leydig dos mesmos órgãos. O significado da impregnação do retículo endoplásmico liso das células de Sertoli é discutido tendo presente observações anteriores de outros autores em células que elaboravam esteróides.

Com L. C. Junqueira fez um estudo prévio sobre as alterações ultrastruturais das células de Sertoli em testículos de ratos cujas mães foram injectadas no 130 dia da gravidez com Busulfan (Comunicação 24).

Os projectos de investigação relativos ao estudo da barreira hemato-testicular têm sido desenvolvidos em colaboração com J. F. Cardoso Pessoa que elaborou uma dissertação de Doutoramento sobre este tema. Os resultados obtidos nestas investigações serviram de tópico a várias comunicações em que colaborou.

Assim, foi estudado o efeito da laqueação dos duetos eferentes na ultrastrutura do testículo de rato (Comunicação 30). As alterações ultrastruturais mais importantes, após períodos de laqueação superiores a 36 horas, foram os seguintes: dissociação das relações células de Sertoli células germinais, vacuolizaçao das células de Sertoli, sinais de degenerescência das espermatogonias e espermatoeitos, vacuolizaçao do núcleo das espermatides, anomalias nos acrosomas e presença de células multinucleadas. Também foram assinaladas (Comunicação 31) nas espermatides modificações na situaçao e morfologia do aparelho de Golgi e alterações do sistema acrosomico, não sendo rara a observação de acrosomas múltiplos.

As alterações ultrastruturais das junções sertolianas e dos espaços intercelulares adjacentes foram estudadas em tubos seminíparos isolados. Com essa finalidade foi analisado o transporte de um traçador (pêroxidase) em segmentos de tubos seminíparos mantidos "in vitro" após laqueação de ambas as extremidades (Comunicação 34). A distribuição do traçador foi estudada após dois tipos de experiências: (1) em segmentos de tubos colocados em meio de Eagle a que se juntou pêroxidase e (2) em segmentos de tubos mantidos em meio de Eagle após injecção intraluminar de peroxidase.

Em ambos os grupos de experiências se verificou que os complexos juncionais das células de Sertoli não permitem a passagem do traçador pelo espaço intercelular em qualquer dos sentidos, e que é através das células de Sertoli que se processa o transporte da peroxidase, seja da periferia para o lume seja do lume para a periferia.
O transporte de peroxidase foi ainda estudado "in vitro" em segmentos de tubos seminíparos provenientes de testículos previamente submetidos à laqueação dos duetos eferentes (Comunicação 35). Observaram que o transporte da peroxidase pelas células de Sertoli é modificado nos tubos seminíparos provenientes de animais em que os duetos foram laqueados por períodos iguais ou superiores a 72 horas. Nestas circunstâncias as junções sertolianas tornam-se permeáveis ao traçador que penetra livremente através dos espaços intercelulares.

Finalmente num outro grupo de experiências estudaram a influência da osmolaridade do meio nas junções entre as células de Sertoli (Comunicações 39 e 43). Verificaram, em segmentos de tubos mantidos num meio com uma osmolaridade inferior à Ctp sangue de rato (220-260 mOsm), que as junções entre as células de Sertoli se tornam permeáveis a um traçador (peroxidase) que penetra até ao lume tubular através dos espaços intercelulares (Comunicação 39). As alterações da permeabilidade das junções foram também estudadas em segmentos de tubos seminíparos colocados em meio de Eagle hiperosmótico (469 mOsm), após injecção de peroxidase no lume tubular. Verificaram que nestas circunstâncias o traçador inicialmente contido no lume penetra através dos espaços entre as células de Sertoli até à superfície basal do epitélio seminíparo (Comuni¬cação 43).

Os projectos relativos ao tecido intersticial do testículo têm sido desenvolvidos com Karin L. David Ferreira e J. C. Lemos e mais recentemente M. Helena Miranda.
O estudo do tecido intertubular do testículo de rato levou à identificação entre as células intersticiais de um tipo celular com características morfológicas de macrófago. A capacidade fagocitária destes elementos foi demonstrada utilizando a injecção parenquimatosa de dióxido de tóriocoloidal (comunicação 27). Ulteriormente foi feita a pesquisa da peroxidase endógena nestas células (Comunicação 36) concluindo-se que os macrófagos observados no tecido intertubular do testículo de rato são equivalentes morfológica e citoquimicamente aos macrófagos exsudativos da nomenclatura de Daems e Brederoo. O significado da presença destas células em íntima relação com as células intersticiais encontra-se por esclarecer.

Ainda no tecido intersticial do rato identificam, utilizando a técnica do nitrato de lantânio, a presença de junções do tipo nexus (Comunicação 27) provavelmente responsáveis pela integração funcional destes elementos endócrinos do testículo.

Na persecução da análise das relações entre os elementos celulares do tecido intersticial, estudou com Karin L. David-Ferreira a localização dos sítios de ligação de Ca na membrana das células intersticiais (Comunicação 41). Utilizando a técnica de Oschman e Wall demonstra a presença de depósitos opacos aos electrões na face citoplásmica da membrana celular. Estes depósitos, de forma hemisférica ou em placa, estão irregularmente distribuídos nas porções não especializadas da membrana e são mais abundantes e regulares nas zonas correspondentes aos nexus, onde com frequência se dispõem aos pares.

Mais recentemente, e ainda com a finalidade de esclarecer a estrutura e função dos nexus anulares das células de Leydig, estuda em colaboração com Karin L. David-Ferreira, J. C. Lemos e M. H. Miranda estas estruturas em cortes finos e réplicas de criofractura. Neste trabalho (Comunicação 42) põe-se em evidência, utilizando cortes finos, a presença de filamentos de 120 fi de diâmetro localizados na célula incorporante e circunscrevendo o nexus anular. Nas réplicas de criofractura os nexus anulares foram identificados com junções caracterizadas pela disposição das suas partículas em bandas lineares separadas por faixas livres de partículas.

No que se refere ao estudo dos artefactos da técnica e das alterações ultrastruturais provocadas pela autólise, parte dos dados, ainda originais, destinam-se a completar um projecto com A. Maunsbach (Universidade de Aarhus) e B. Afzelius (Universidade de Estocolmo). Os resultados obtidos permitiram acumular no laboratório uma experiência importante para o ensino post-graduado e deram lugar a vários trabalhos (Comunicações 21 e 23; Publicação 36). Assim, compararam-se as alterações produzidas pela autólise no fígado de rato, a 4 C e à temperatura ambiente, com as provocadas por variações de algumas das condições de fixação, como a fixação prolongada pelo tetróxido de ósmio (Comunicação 21). As observações realizadas permitiram concluir que o uso impróprio da técnica de fixação pode produzir maiores alterações nas membranas do que as obtidas em consequência da autólise.

Num outro trabalho (Comunicação 23; Publicação 36) são descritas as alterações provocadas pela autólise nos hepatocitos de rato, e demonstra-se que as zonas da membrana correspondentes aos nexus se mantêm íntegras, passadas várias horas de autólise, contrariamente ao que acontece nas porções não especializadas da membrana. Põem ainda em evidência a associação de ribosomas aos nexus das células em autólise.

Em 1971, a convite do Professor Carlos Chagas e da Universidade Federal do Rio de Janeiro, foi pela primeira vez ao Brasil onde pronunciou uma das conferências comemorativas do 25º aniversário do Instituto de Biofísica. Dos contactos estabelecidos durante essa visita, nomeadamente com os Professores Carlos Chagas, Roberto Alcântara Gomes, Gilberto Oliveira Castro e Raul Machado, resultou a colaboração que tem mantido com a Universidade do Rio de Janeiro e Universidade do Estado da Guanabara. Assim, foi convidado a participar no ensino post-graduado do Instituto de Biofísica da Universidade Federal do Rio de Janeiro tendo, como Professor desse programa, regido o Curso de Ultrastrutura Celular em 1972 e em 1973.
Também em 1974 e em 1977 regeu dois Cursos Monográficos sobre temas de Ultrastrutura Celular, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (ex-UEG).

Durante as suas estadias no Brasil foi convidado a visitar várias universidades e instituições universitárias brasileiras tendo pronunciado conferências nas seguintes: Escola Paulista de Medicina de S. Paulo, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Faculdade de Medicina da Universidade de S. Paulo, Faculdade de Ciências de Rio Claro, Universidade de Brasília e Universidade Federal de Pernambuco.

Dessa colaboração resultou igualmente o incremento do programa de intercâmbio com cientistas e professores brasileiros que se deslocaram ao nosso País e realizaram estágios e cursos no Laboratório de Biologia Celular. Trabalharam em Oeiras os Professores L. C. Junqueira, da Universidade de S. Paulo, G. Cotta-Pereira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e J. C. Nogueira, da Universidade de Minas Gerais. Realizaram Cursos e Conferências os Professores L. C. Junqueira, durante o seu estágio, um curso de Histoquímica (1972), G. Oliveira e Castro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. um curso sobre Bioelectrogenese e Comunicação Celular (1973) e Roberto Alcântara Gomes, dinâmico Professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, várias Conferências. No campo da pesquisa, tem sido particularmente útil a colaboração estabelecida desde 1972 com o Professor Gerson Cotta-Pereira que, na continuidade de um estágio no Laboratório de Biologia Celular, onde se iniciou nas técnicas da microscopia electrónica, tem vindo periodicamente a trabalhar em Oeiras. Dessa colaboração, desenvolvida com muito entusiasmo com F. Guerra Rodrigo, resultou um projecto de investigação sobre o sistema elástico de que foram publicados alguns trabalhos em que participou.

Assim, em colaboração com G. Cotta-Pereira e F. Guerra Rodrigo (Comunicação 37) estuda o sistema elástico da pele humana utilizando a fixação ácido tânico-glutaraldeído. Com esta técnica põem em evidência que as fibras oxitalânicas são constituídas por feixes de fibrotubulos (10-12 nm) sem elastina associada, as fibras elaunínicas por agrupamentos de fibrotubulos entre os quais se observam blocos de elastina e as fibras elásticas propriamente ditas formadas por blocos compactos e homogéneos de elastina com alguns fibrotubulos à periferia. As fibras oxitalânicas localizam-se perpendicularmente à junção dermoepidérmica e partem de um plexo de fibras elaunínicas localizadas paralelamente a curta distância da junção dermoepidérmica. Na dermereticular observam-se unicamente fibras elásticas propriamente ditas que na superfície são mais finas e se misturam com as fibras do plexo elaunínico.

Os resultados obtidos com a utilização da fixação ácido tânico-glutaraldeído no estudo das fibras do sistema elástico são analisados num trabalho (Comunicação 37; Publicação 38) em que se estabelece a concentração ideal do acido tânico a utilizar para observação dos detalhes das fibras conjuntivas e obtenção de resultados regulares na coloração da elastina. Foi a utilização desta técnica que permitiu estudar com melhor definição os padrões de distribuição das fibras ao sistema elástico em várias regiões (Publicação 39).

Assim, com F. Guerra Rodrigo e G. Cotta Pereira, estuda a estrutura fina dos tendões elásticos dos músculos arrector pili (Comunicação 38; Publicação 37). Demonstra-se que estes tendões são constituídos pelos três tipos de fibras que formam o sistema elástico. As fibras oxitalânicas, constituídas por fibrotubulos, inserem-se directamente no folículo piloso e continuam-se com feixes de fibrotubulos entre os quais se observam blocos irregulares de elastina (fibras elaunínicas) que se torna progressivamente mais compacta e homogénea (fibras elásticas). As fibras elaunínicas e elásticas penetram entre as células musculares lisas e articulam-se intimamente com elas.

Em trabalho ulterior (Comunicação 40) compara-se a organização das fibras do sistema elástico em pele espessa. Na pele espessa verifica-se que as fibras oxitalânicas são mais curtas e as elaunínicas menos anastomosadas entre si. Sugerem que as fibras do sistema elástico participem no sistema de ancoragem dermo-epidérmico.

A partir de 1974, e em consequência da reestruturação do Instituto Gulbenkian de Ciência, deixou de exercer as funções de Director do Laboratório de Biologia Celular, lugar que foi extinto. Passou então a Chefe do Grupo de Biologia Celular, cargo que ainda desempenha, e que, de acordo com os regulamentos em vigor, é provido anualmente por eleição entre os membros do pessoal permanente do Grupo. Por inerência deste cargo é membro do Conselho de Investigação do Centro de Biologia .

As linhas de investigação assim como os princípios orientadores do trabalho têm-se mantido, continuando a considerar-se prioritária a formação post-graduada. Entre 1975 e 1977 foram associados aos vários projectos de investigação em curso, e como Estudantes Graduados, os seguintes bolseiros: Maria Helena Miranda, Nair Esaguy e Isabel Abreu, Assistentes da Faculdade de Medicina de Lisboa, Maria Helena Ferrenha, da Estação Zootécnica Nacional e Eduardo Angulo Pinedo, da Faculdade de Ciências da Universidade de Bilbau. Na situação de Investigadores Visitantes continuaram a trabalhar no laboratório F. Guerra Rodrigo, da Faculdade de Medicina de Lisboa e J. F. Cardoso Pessoa, da Escola Superior de Medicina Veterinária, cuja colaboração além de produtiva tem sido estimulante e muito apreciada.

Em Outubro de 1974 foi convidado pela Comissão de Gestão Provisória da Faculdade de Medicina de Lisboa a reger, nesta Faculdade, a Cadeira de Biologia Medica. Na sequência desse convite, e mediante os pareceres favoráveis do Professor António Coimbra, da Faculdade de Medicina do Porto e do Professor Cândido de Oliveira, da Faculdade de Medicina de Lisboa, foi contratado em Janeiro de 1975 pela Universidade de Lisboa como equiparado a Professor Extraordinário. No exercício deste cargo, e de acordo com um relatório previamente aprovado, reorganizou o ensino teórico e prático da Cadeira de Biologia Médica que passou a ter a designação de Biologia Celular. Nos anos lectivos 1974-75 e 1975-76 foram ministrados quatro cursos desta disciplina, tendo sido postos em prática novos programas e ensaiados novos métodos de ensino. Nos anos lectivos de 1976-77 e 1977-78 a Cadeira passou a ser regida unicamente no segundo semestre. Só uma organização eficiente permitiu ultrapassar as dificuldades resultantes do elevado número de alunos. Para isso contribuiu, a partir de 1977, a colaboração inteligente de Maria Inez Gomes Barreto, secretária do Instituto de Histologia e Embriologia.

Em Novembro de 1976 foi convidado pelo Conselho Directivo da Faculdade de Medicina para coordenar o ensino da Cadeira de Histologia e Embriologia. Com a colaboração de colegas de outras Cadeiras e dos investigadores e Assistentes do Instituto de Histologia, organizou e assegurou a realização de dois cursos semestrais da Cadeira no ano lectivo de 1976-77.

Com a entrada em vigor do "numerus clausulus" a Cadeira de Histologia e Embriologia passou a ser regida no ano lectivo de 1977-78 como Cadeira anual.

Ao longo deste capítulo do meu Curriculum referi-me a alguns Professores que, por razões de ordem vária, além dos conhecimentos que me transmitiram, modelaram parte do que sou. Não foram os únicos mas procurei não ser exaustivo.

Também já referi alguns técnicos que na vida diária do laboratório me transmitiram parte da sua experiência e tornaram possível o que em conjunto realizámos. Aqui volto atrás, ao quotidiano do laboratório, para juntar algumas justas referências. Na época de formação, recebi no Instituto de Histologia e Embriologia muitos ensinamentos práticos das Preparadoras Maria José Pires Soares, Edite Terras Gaspar e Maria Fernanda Fraga, e no Laboratório de Microscopia Electrónica, em Villejuif, do inesquecível Sylvain Halpern. Muito do trabalho dos últimos anos foi realizado com o apoio técnico de Maria da Ressurreição Alpiarça e de Maria Teresa Plantier, isto sem esquecer Maria Manuela Magalhães que pacientemente tem transformado em caracteres legíveis este e outros manuscritos.

 

2 - OUTRAS ACTIVIDADES. TÍTULOS, CARGOS E FUNÇÕES

  • Membro da Direcção da Associação Académica da Faculdade de Medicina de Lisboa (1948-1949).
  • Membro do Corpo Redactorial da revista "Medicina" (1948-1949).
  • Estagiário no Instituto de Histologia e Embriologia da Faculdade de Medicina de Lisboa (1949-1953).
  • Licenciado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Lisboa (1952).
  • Assistente voluntário da Cadeira de Histologia e Em¬briologia (1952-1954).
  • Bolseiro do Instituto de Alta Cultura (1954-1962).
  • Segundo Assistente da Faculdade de Medicina de Lisboa (1954-1960).
  • Bolseiro do Governo Francês (1955).
  • Estagiário no Laboratoire de Microscopie Electronique do Institut de Recherches sur le Câncer Gustave Roussy (Villejuif) (1955-1957).
  • Responsável pelo Laboratório de Microscopia Electrónica do Instituto de Histologia e Embriologia da Faculdade de Medicina de Lisboa (1958 a 1962).
  • Doutor em Medicina pela Universidade de Lisboa(1960).
  • Primeiro Assistente da Faculdade de Medicina de Lisboa (1960 a 1962).
  • Membro do Grupo de Trabalho encarregado pela Fundação Calouste Gulbenkian da organização do Centro de Biologia (1962-1965).
  • "Guest-Worker" no Laboratory of Virai Oncology do National Câncer Institute (Bethesda) (1962-1963).
  • "Visiting Research Scientist" do National Institutes of Health (Bethesda) (1963-1965).
  • Director do Laboratório de Biologia Celular do Centro de Biologia (1966-1974).
  • Responsável pela organização da II Reunião Anual da Sociedade Portuguesa de Microscopia Electrónica (1967).
  • Director interino do Centro de Biologia (1967 e 1968).
  • Responsável pela organização dos "Seminários de Biologia para Jovens" no Centro de Biologia (1969 a 1972).
  • Professor e responsável pela organização do "Curso de Ultrastrutura Celular" dos Estudos Avançados de Oeiras (1969; 1970; 1975; 1976).
  • Director do Centro de Biologia (1970-1972).
  • Responsável pela organização do Curso de Actualização para Professores de Ciências Naturais a pedido da Sociedade Portuguesa de Ciências Naturais (1971).
  • Docente no Curso de Actualização e Aperfeiçoamento para Professores de Ciências da Natureza organizado pela Direcção do Serviço do Ciclo Preparatório do Ministério de Educação Nacional (1971).
  • Docente no Curso de Actualização para Professores de Biologia organizado pelo Serviço de Educação da Fundação Calouste Gulbenkian (1971).
  • Responsável pela organização do Curso de Ultramicro-tottiia" organizado em colaboração com a LKB (1972).
  • Professor do Programa de Post-Graduação do Instituto de Biofísica da Universidade Federal do Rio de Janeiro - "Curso de Ultrastrutura Celular" (1972; 1973).
  • Responsável pela organização da III International School of Electron Microscopy (1973).
  • Docente do 'Curso de Ultrastrutura Celular" organizado pelo Laboratório de Microscopia Electrónica da Universidade de Luanda (1973).
  • Chefe do Grupo de Biologia Celular do Centro de Bio-logia (1974- ).
  • Membro da Comissão Organizadora do 1º International Congress for Cell Biology (1974).
  • NOTA: participou em reuniões da Comissão mas por motivos alheios não assistiu ao Congresso que se realizou em Boston em 1976.
  • Professor convidado da Universidade do Estado de Guanabara "Curso de Ultrastrutura Celular" (1974?1977).
  • Encarregado de Curso da Cadeira de Biologia Celular da Faculdade de Medicina de Lisboa (1974-1975; 1975--1976; 1976-1977; 1977-1978).
  • Membro do Conselho Pedagógico da Faculdade de Medicina de Lisboa (1975-1976).
  • Membro do International Advisory Board do Journal de Microscopie et de Biologie cellulaire (1976- ).
  • Professor convidado no "Curso monográfico de ultrastrutura celular" organizado pela Faculdade de Ciências da Universidade Complutense e Instituto Santiago Ramón y Cajal de Madrid (1976) Abril.
  • Presidente da Assembleia de Representantes da Faculdade de Medicina de Lisboa (1976-1977; 1977-1978).
  • Encarregado de Curso de Histologia e Embriologia da Faculdade de Medicina de Lisboa (1976-1977; 1977-78).
  • Vogal do Júri das provas de Doutoramento de J. F. Cardoso Pessoa (1977).
  • Membro do conselho consultivo do Instituto Nacional de Investigação Científica (1977- ).
  • Vogal do Júri das provas de Doutoramento de J. M. Vasconcelos Costa (1977).
  • Membro da Comissão Organizadora da Conferência sobre Comunicação Celular a realizar no Rio de Janeiro (1978) em Comemoração dos 40 anos da cátedra de Carlos Chagas Filho.

 

II
1. PRÉMIOS E LOUVORES
2. SOCIEDADES CIENTÍFICAS


1. PRÉMIOS E LOUVORES


— Prémios Pfizer de 1957 - Menção honrosa.
Trabalho: "Estudo ao microscópio electrónico da formação e desenvolvimento do ergastoplasma no pâncreas e fígado embrionários".


— Prémios Pfizer de 1959 – 1º Prémio (ex-aequo).

Trabalho: "Multiplicação de vírus humano (herpes simplex) num tumor a vírus de Ratinho". (Em colaboração com Dr. Plácido de Sousa).


— Prémios Pfizer de 1961 - 12 Prémio.
Trabalho "Alguns factos novos sobre a constituição e fisiologia das plaquetas sanguíneas".


— Louvor do Director do Instituto de Histologia e Embriologia (Prof. M. J. Xavier Morato) Ordem de Serviço de 28 de Junho de 1962.

 

2. SOCIEDADES CIENTÍFICAS

- Sociedade Portuguesa de Ciências Naturais.
- Sociedade Portuguesa de Endocrinologia.
- Sociedade Portuguesa de Ciências Medicas.
- Sociedade Portuguesa de Biologia.
- Sociedade Anatómica Portuguesa.
- American Society for Cell Biology (Ex-Membro).
- Société Prançaise de Microscopie Electronique (Ex-Membro).
- Sociedade Portuguesa de Microscopia Electrónica (Sócio Fundador).
- Royal Microscopical Society (Ex-Membro).
- European Cell Biology Organization.
- Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.
- Centre Royaumont pour une Science de l'Homme (Membro do Conselho Científico).
- Sociedade Ibero Americana de Biologia Celular (Delegado) .

 

III
1. CONGRESSOS E REUNIÕES CIENTÍFICAS
2. COMUNICAÇÕES, CONFERENCIAS E PALESTRAS

 

1. CONGRESSOS E REUNIÕES CIENTÍFICAS


1955

  • - 6º Congrès Federatif International d'Anatomie (Paris).

1956

  • 43º Réunion de 1'Association des Anatomistes (Lisboa).
  • 18ª Reunião da Sociedade Anatómica Portuguesa (Lisboa).
  • 8ª Reunião da Sociedade Anatómica Luso-Hispano-Americana (Lisboa).
  • First European Regional Conference on Electron Microscopy (EstocoImo).

 1958

  • 18ª Reunião da Sociedade Anatómica Portuguesa (Coimbra).

 1959

  • 4ª Reunião Luso-Espanhola de Endocrinologia (Coimbra) .

 1960

  • European Regional Conference on Electron Microscopy (Delft).

 1960

  • Xexae Congres International de Biologie Cellulaire (Paris).

 1962

  • 5º International Congress for Eletron Microscopy (Philadelphia).

 1963

  • Pirst American Meeting of the Royal Microscopical Society (Bethesda).

 1964

  • 11º International Congress for Cell Biology (Providence).
  • International Conference on Avian Tumor Viruses (Durham).
  • 22º Annual Meeting of the Electron Microscopy Society of America (Detroit),

 1967

  • IV Jornadas de Genética Luso-Espanholas (Oeiras)
  • II Reunião da Sociedade Portuguesa de Microscopia Electrónica (Oeiras).

 1968

  • III Reunião da Sociedade Portuguesa de Microscopia Electrónica (Coimbra).
  • International Summer Institute on Properties of Biological Membranes (Figueira da Foz).

 1969

  • IV Reunião da Sociedade Portuguesa de Microscopia Electrónica (Oeiras),

 1970

  • 29º Congresso Luso-Espanhol para o Progresso das Ciências (Lisboa).
  • 7º Congres International de Microscopie Électronique (Grenoble).
  • Mikro - 70 (Royal Microscopical Society) (Londres).
  • XXIX Congresso Luso-Espanhol para o Progresso das Ciências (Lisboa).
  • V Reunião da Sociedade Portuguesa de Microscopia Electrónica (Porto).

 1971

  • VI Reunião da Sociedade Portuguesa de Microscopia Electrónica (Coimbra).

 1972

  • VIl Reunião da Sociedade Portuguesa de Microscopia Electrónica (Oeiras).

 1973

  • III International School of Electron Microscopy (Oeiras).
  • VIII Reunião da Sociedade Portuguesa de Microscopia Electrónica (Luanda).

 1974

  • 14º Reunião da American Society for Cell Biology (San Diego).

 1975

  • X Reunião da Sociedade Portuguesa de Microscopia Electrónica (Coimbra).

 1976

  • XI Reunião da Sociedade Portuguesa de Microscopia Electrónica (Lisboa),

 1977

  • XII Reunião da Sociedade Portuguesa de Microscopia Electrónica (Porto).

 

2. COMUNICAÇÕES. CONFERÊNCIAS E PALESTRAS COMUNICAÇÕES

1. J. F. David-Ferreira et R. Iriarte Peixoto - Études sur la distribution des eosinophiles dans le tissu conjonctif du Rat blanc. Comunicação à 43 Reunion de 1'Association des Anatomistes (Lisboa, Março 1956).

2. J. F. David-Ferreira et R. Iriarte Peixoto - Études sur 1'action de quelques steroides sur le liquide péritonéal du Rat blanc. Comunicação à 43 Reunion de 1'Association des Anatomistes (Lisboa, Março 1956).

3. J. F. David-Ferreira - Sur 1"ultrasctructure des cellules exocrines et endocrines du pâncreas du rat au cours de son développement. Comunicação à stockholm Conference on Electron Microscopy (Setembro, 1956).

4. M. J. Xavier Morato e J. F. David Ferreira - Estudo ao microscópio electrónico dos capilares da área postrema.
18ª Reunião da sociedade Anatómica Portuguesa (Coimbra, 1958).

5. J. F. David-Ferreira - Estudo ao microscópio electrónico das células intersticiais do testículo do Rato recém-nascido. 18ª Reunião da Sociedade Portuguesa Anatómica Portuguesa (Coimbra, 1958).

6. J. F. David-Ferreira - Aspectos morfológicos da queratinizaçao estudados ao microscópio electrónico.
18ª Reunião da Sociedade Anatómica Portuguesa (Coim bra, 1958).

7. J. da Silva Horta, J. F. David-Ferreira e Maria da Luz Roriz - Lesões tardias resultantes da acção dotorotraste, com especial referência à "cirrose do torotraste". Comunicação a Sociedade Portuguesa de Ciências Médicas, 21 de Fevereiro, 1961.

8. J. F. David-Ferreira - Electron Microscopic Observations on human leucocytes and platelets (Abstract). J. Appl. Physics., 34, 2517, 1963.

9. J. F. David-Ferreira e M. de Lourdes V. Borges - Ultrastructura de células de Datura Metei L. infectadas com o vírus X da Batateira. Resumos das comunicações da II Reunião Anual da SPME (Oeiras, 1967).

10. M. de Lourdes V. Borges e J. F. David-Ferreira - Ultrastructura de células de Datura Metei L. infecta¬das com o vírus Y da Batateira. Resumos das comunicações da II Reunião Anual da SPME (Oeiras, 1967).

11. J. F. David-Ferreira, K. L. David-Ferreira e R. A. Manaker - Hepatite raurina experimental:modificações ultrastruturais das células do fígado. Resumos das comunicações da II Reunião Anual da SPME (Oeiras, 1967).

12. J. F. David-Ferreira, K. L. David Ferreira, C. J. Gibbs, Jr. e J. A. Morris - Scrapie experimental: observações ao microscópio electrónico do córtex cerebral de murganho. Resumos das comunicações da II Reunião Anual da SPME (Oeiras, 1967).

13. J. F. David-Ferreira, K. L. David-Ferreira, J. C. Antunes Correia e A. Geraldes - Tumor de Stickerí ob¬servações ao microscópio electrónico de tumores transplantados para a bolsa jugal do Hamster. Resumos das comunicações da II Reunião Anual da SPME, Oeiras , 1967).

14. J. F. David Ferreira e K. L. David-Ferreira - A ultrastrutura das raitocondrias nas células embrionárias.
Resumos das comunicações da III Reunião Anual da SPME (Coimbra, 1968).

15. M. de Lourdes V. Borges e J. F. David-Ferreira - Presença de micoplasmas em tomateiros com Mal Azul. Resumos das comunicações da III Reunião Anual da SPME (Coimbra, 1968),

16. E. I. Pedroso, O. A. de Sequeira e J. F. David-Ferreira - Purificação do vírus do nanismo clorótico da cebola (Onion yellow Dwarf Virus). Resumos das comunicações da IV Reunião Anual da SPME (Oeiras, 1969).

17. R. U. de Lima e Sousa e J. F. David-Ferreira - Inclusões de aspecto cristalino no Bacillus Megaterium. Resumos das comunicações do 29º Congresso Luso-Espanhol para o Progresso das Ciências (Lisboa,1970).

18. J. F. David-Ferreira - Scrapie experimental: Comentários a propósito de alguns resultados recentes. Comunicação à Academia Brasileira de Ciências (Rio de Janeiro - Sessão de 28 de Setembro, 1971).

19. J. F. David-Ferreira, K L. David-Ferreira e L. R. Mata - Observações ao microscópio electrónico da Vesícula Seminal do Rato. Resumos das comunicações da VI Reunião Anual da SPME (Coimbra, 1971).

20. L. R. Mata e J. F. David-Ferreira - Modificações ultrastruturais da vesícula seminal do Criceto durante o desenvolvimento post-natal. Resumos das comunicações da VI Reunião Anual da SPME (Coimbra, 1971).

21. J. F. David-Ferreira e K. L. David-Ferreira - Alterações ultrastruturais do fígado de Rato produzidas pela autolise e por diferentes métodos de preparação. Resumos das comunicações da VI Reunião Anual da SPME (Coimbra, 1971).

22. L. R. Mata e J. F. David-Ferreira - Concentração de peroxidase exógena no aparelho de Golgi nas células secretoras da vesícula seminal do Hamster. Resumos das comunicações da VII Reunião Anual da SPME (Oeiras, 1972).

23. J. F. David-Ferreira e K.L. David-Ferreira - Associação de ribosomas às junções celulares de células hepáticas submetidas à autolise. Resumos das comunicações da VII Reunião Anual da SPME (Oeiras, 1972).

24. L. C. Junqueira e J. F. David-Ferreira - ultrastrutura das células de Sertoli do testículo de ratos tratados pelo Busulfan. Resumos das comunicações da VII Reunião Anual da SPME (Oeiras, 1972).

25. P. E. Lisboa, A. S. Baptista e J. F. David-Ferreira - Cirrose experimental no C3o por sobrecarga maciça com ferro. Resumos das comunicações da VII Reunião Anual da SPME {Oeiras, 1972).

26. J. F. David-Ferreira e K. L. David-Ferreira - O uso do subnitrato de bismuto como técnica de colorações em microscopia electrónica. Resumos das comunicações da VII Reunião Anual da SPME (Oeiras, 1972).

27. J. F. David-Ferreira, K. L. David-Ferreira e J.C. Lemos - O tecido intersticial do Testículo do Rato, células e relações intercelulares. Resumos das comunicações da VIII Reunião Anual da SPME (Luanda, 1973).

28. J. F. David-Ferreira e K. L. David-Ferreira - A ultrastrutura das células de Sertoli após impregnação pelo tetróxido de ósmio. Resumos das comunicações da VIII Reunião Anual da SPME (Luanda, 1973).

29. J. F. David-Ferreira e G. Cotta-Pereira - As células intraepiteliais da vesícula seminal do Rato. Resumos das comunicações da VIII Reunião Anual da SPME (Luanda, 1973).

30. J. F. Soares Pessoa, A. Peixoto de Meneses e J. F. David-Ferreira - Ultrastrutura do testículo de Rato apôs laqueação dos duetos eferentes. Resumos das comunicações da VIII Reunião Anual da SPME (Luanda, 1973).

31. J. F. Soares Pessoa e J. F. David-Ferreira - Alterações de espermiogenese no Rato, após a laqueação dos duetos eferentes. Resumos das comunicações da IX Reunião Anual da SPME (Porto, 1974).

32. K. L. David-Ferreira, J. C. Lemos e J. F. David-Ferreira - Especializações das membranas do retículo endoplásmico rugoso das células do fígado do Rato após hepatectomia parcial. Resumos das comunicações da X Reunião Anual da SPME (Coimbra, 1975).

33. J. Godula e J. F. David-Ferreira - Evolução de estruturas citoplásmicas semelhantes a nucleolos du¬rante a espermatogenese no Pyrrhocoris apterusL. Resumos das comunicações da X Reunião Anual da SPME (Coimbra, 1975).

34. J. F. Soares Pessoa e J. F. David-Ferreira - Transporte de peroxidase exógena pelas células do tubo seminíparo do Rato, Experiências in vitro. Resumos das comunicações da X Reunião Anual da SPME (Coimbra, 1975).

35. J. F. Soares Pessoa e J. F. David-Ferreira - Absorção e transporte de peroxidase exógena pelas células do tubo seminíparo após laqueação dos duetos eferentes. Observações em tubos isolados. Resumos das comunicações da X Reunião Anual da SPME (Coimbra, 1975).

36. M. H. de Miranda, K. L. David-Ferreira e J. F. David-Ferreira - Pesquisa da peroxidase endógena nos macrófagos do tecido intertubular do testículo do Rato. Resumos das comunicações da X Reunião Anual da SPME (Coimbra, 1975).

37. G. Cotta-Pereira, F. Guerra Rodrigo e J. F. David-Ferreira - Estudo ultrastrutural do sistema elástico da pele humana após fixação com glutaraldeído-ácido tânico. Resumos das comunicações da X Reunião Anual da SPME (Coimbra, 1975).

38. F. Guerra Rodrigo. G. Cotta-Pereira e J. F. David-Ferreira - Aspectos ultrastruturais da inserção elástico-folicular do musculo erector do pêlo na pele humana. Resumos das comunicações da X Reunião Anual da SPME (Coimbra, 1975).

39. J. F, Soares Pessoa e J. F. David-Ferreira - Estudo "in vitro" das junções entre as células de Sertoli. Influência da osmolaridade do meio. Resumos das comunicações da XI Reunião Anual da SPME (Lisboa, 1976).

40. F. Guerra Rodrigo, G. Cotta-Pereira e J. F. David-Ferreira - organização estrutural e funções das fibras do sistema elástico na pele humana. Resumos das comunicações da XI Reunião Anual da SPME (Lisboa, 1976).

41. K. L. David-Ferreira, J. F. David-Ferreira e J. C. Lemos - Localização ultrastrutural de sítios de ligação de Ca nas células intersticiais do testículo. Resumos das comunicações da XI Reunião Anual da SPME (Lisboa, 1976).

42. J. F. David-Ferreira, K. L. David-Ferreira, M. H. de Miranda e J. C. Lemos - Estudo em cortes finos e em criofractura dos nexus anulares das células de Leydig do Rato. Resumos das comunicações da XII Reunião Anual da SPME (Porto, 1977).

43. J. F. Soares Pessoa e J. F, David-Ferreira - Efeito da osmolaridade do meio na permeabilidade das junções das células de Sertoli. Resumos das comunicações da XII Reunião Anual da SPME (Porto, 1977).

 

CONFERENCIAS E PALESTRAS
- "A secreção e excreção celulares estudadas ao microscópio electrónico"
Faculdade de Medicina de Lisboa (Maio, 1958), integrada no 2º Ciclo de Conferências de Citologia e Histologia Electrónicas.

- "Fundamentos da técnica de microscopia electrónica"e "O tecido muscular estriado estudado ao microscópio electrónico"
Faculdade de Medicina de Lisboa (Novembro, 1958), integradas num ciclo organizado pela Sociedade Portuguesa de Medicina Física e Recuperação.

-"Técnicas e aplicações da microscopia electrónica em Citologia"
Sociedade Portuguesa de Ciências Naturais (Dezembro, 1959).

-"A ultrastrutura da célula hepática"
Faculdade de Medicina de Coimbra (Março, 1961). Colóquio sobre Patologia Hepática,

- "O valor da microscopia electrónica na Citologia moderna "
Instituto de Anatomia Patológica da Faculdade de Medicina de Coimbra (Março, 1961).

- "A contribuição da microscopia electrónica no estudo do tecido conjuntivo"
Faculdade de Medicina de Lisboa (1961), integrada num conjunto de lições sobre Patologia do Tecido Conjuntivo.

- "Contribuição morfológica para o estudo das plaquetas sanguíneas"
Sociedade Portuguesa de Ciências Medicas (1961), Sessão solene em comemoração da descoberta das plaquetas sanguíneas e 50º aniversário do descobrimento da sua origem.

- "Electron Microscopic studies on mouse hepatitis host cell relationships" National Câncer Institute, Bethesda (Fevereiro, 1965).

-"Microscopia Electrónica e Virologia"
Faculdade de Ciências do Porto (Fevereiro, 1968), integrada no Ciclo "A Microscopia Electrónica na Biologia Actual", promovida pelo Centro de Microscopia Electrónica da Universidade do Porto.

- "A anatomia dos vírus e das suas relações com os elementos celulares"
Sociedade Portuguesa de Medicina Veterinária (Maio, 1968), Sessão de Homenagem ao Prof. Ivo Soares.

- "Acerca da origem e diferenciação de alguns organitos celulares"
Conferência de abertura da III Reunião Anual da SPME (Coimbra, 1968).

- "A organização ultrastrutural da célula glandular" Colóquio sobre Ultrastrutura Celular do XXIX Congresso Luso-Espanhol para o Progresso das Ciências (Abril, 1970).

- "Relações célula-vírus. Perspectiva de um Morfologista"
Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Setembro, 1971), integrada no programa comemorativo do XXV Aniversário do Instituto de Biofísica.

- "Novas ideias e factos sobre a teoria celular" Escola Paulista de Medicina de S. Paulo (Brasil) (Setembro, 1971).

- "Inter-relações célula-vírus"
Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (Setembro, 1971), organizada pelas Sociedade Brasileira de Microscopia Electrónica e Sociedade de Biologia de Ribeirão Preto.

- "Origem e diferenciação dos organitos celulares" Faculdade de Medicina da Universidade do Estado de S. Paulo (Setembro, 1971).

- "O Centro de Biologia do instituto Gulbenkian de Ciência"
Faculdade de Ciências de Rio Claro (Setembro, 1971).

-"Alterações ultrastruturais do fígado produzidas pela autólise"
Faculdade de Medicina de Coimbra (Maio, 1972).

-"Alterações ultrastruturais provocadas pela autólise"
Universidade de Brasília (Setembro, 1972).

-"O papel da Fundação Calouste Gulbenkian no amparo à pesquisa científica"
Clube Português da Bahia (Setembro, 1972).

- "Organitos celulares 2 estrutura e função" Universidade Federal de Pernambuco (Setembro, 1972).

- "Post-mortem modifications as sources of artifacts" Instituto Gulbenkian de Ciência (Abril, 1973), integrada na III International School of Electron Microscopy.

- "O uso de marcadores em microscopia electrónica. Algumas aplicações e resultados"
Academia Brasileira de Ciências (Setembro, 1973), Sociedade Brasileira de Microscopia Electrónica para abertura da 3ª Reunião Anual realizada no Rio de Janeiro.

- "O uso de traçadores no estudo da estrutura fina de células e tecidos. Técnicas, aplicações e resultados"
Laboratório de Microscopia Electrónica da Universidade de Luanda (Dezembro, 1973), integrada num Curso organizado pela SPME.

- "Estrutura e significado das junções intercelulares" Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado de Guanabara (Agosto, 1974).

- "Bases morfológicas da filtração glomerular" e "Organização morfológica e funcional dos elementos endócrinos do testículo" Hospital de Clínicas da Universidade do Estado de Guanabara (Agosto, 1974).

- "A estrutura e função do aparelho de Golgi" Instituto de Biofísica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Agosto, 1974).

-"O uso de traçadores no estudo da estrutura fina de células e tecidos"
Departamento de Botânica da Universidade de Coimbra (Novembro, 1974), integrada num Curso de Iniciação em Microscopia Electrónica organizado pelo Departamento de Botânica e Laboratório de Microscopia Electrónica da Universidade de Coimbra.

-"Organização e significado funcional da barreira hemato-testicular" e "A utilização de traçadores nos estudos ultrastruturais. Técnicas, Aplicações e Resultados" Faculdade de Ciências da Universidade complutense de Madrid, (Abril, 1976), integradas num Curso Monográfico de Ultrastrutura Celular da Universidade Complutense e do Instituto Santiago Ramon y Cajal.

- "Histofisiologia da reprodução"
Faculdade de Medicina de Lisboa (Maio, 1976), integrada num Curso Básico de Planeamento Familiar, organizado pela Unidade de Reprodução Humana da FML.

-"organização ultrastrutural do tubo seminíparo" e "Tecido intertubular e barreira hemato-testicular. Estrutura e função"
Fundação Calouste Gulbenkian (Junho, 1976), integradas no I Simpósio Serono-Lepori em Endocrinologia.

- "Gametogenese e Fecundação"
Faculdade de Medicina de Lisboa (Fevereiro, 1977), integrada num Curso de Planeamento Familiar organizado pela Unidade de Reprodução Humana da FML.

- "Função e controlo do testículo"
Fundação Calouste Gulbenkian (Março, 1977), integrada num Curso Pos-Graduado de Endocrinologia Clínica.

- "Localização ultrastrutural de sítios de ligação de Ca nas células intersticiais do testículo" Instituto de Biofísica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Junho, 1977).

- "Ultrastrutura do testículo endócrino" Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Junho, 1977).
"Plaquetas sanguíneas. Estrutura e função" Escola Superior de Medicina Veterinária (outubro, 1977), integrada num Seminário sobre plaquetas sanguíneas organizado pela Sociedade Portuguesa de Medicina Veterinária.

 

IV - PUBLICAÇÕES

PUBLICAÇÕES

1- R. Iriarte Peixoto, A. Rosário Dias e J. F. David-Ferreira - Sobre o mecanismo das alterações do quadro hemático produzidas pela manipulação do Rato Branco. Rev. Ibérica Endocr-, 1, 469-481, 1954.

2- R. Iriarte Peixoto e J. F. David-Ferreira - Sur le mecanisme de 1'action éosinopéniante de l'adrenaline chez le Rat. Comp. Rend. Soe. Biol., 149, 1831-1842, 1955.

3- J. F. David-Ferreira - Técnicas qitológicas e histológicas da microscopia electrónica. Med. Contemp., 74, 93-122, 1956.

4- J. F. David-Ferreira - A ultrastrutura do condrioma e da zona de Golgi. Med. Contemp., 74, 493-517, 1956.

5- J. F. David-Ferreira - L'ultrastructure des cellules du pâncreas endocrine chez 1'embryon et le Rat nouveau-né, j, Ultr. Research, 1, 14-25, 1957.

6- M. J. Xavier Morato e J. P. David-Ferreira - Sur1'ultrastructure des capillaires de l'área postrema chez le Lapin. Comp. Rend. Soe. Biol.,151, 1488-1490, 1957.

7- M. J. Xavier Morato e J. F. David-Ferreira - Recherches sur 1'ultrastructure de 1'area postrma. I - La paroi capillaire. Comp. Rend. Assoe. Anat., (44eme Reunion, Leyden) 541-548, 1957.

8- J. F. David-Ferreira - Estudo ao microscópio electrónico das células beta do pâncreas endócrino do Rato. Gaz. Med. Port., 11, 52-63, 1958.

9- J. F. David-Ferreira - observations au microscope électronique des granules intranucléaires dans les cellules de 1'epiderme des Rats nouveau-nés. Comp. Rend. Soe. Biol., 152, 227-228, 1958.

10- J. F. David-Ferreira - A aplicação da microscopia electrónica em Biologia. Limitações e futuro. Med. Contemp., 76, 519-531. 1958.

11- J. F. David-Ferreira e M. de Lourdes V. Borges - Vírus na célula vegetal. Observações ao microscopio electrónico. I - vírus Y da Batateira. Boi. Soe. Brot., 32, 329-332, 1958.

12- M. de Lourdes V. Borges e J. F. David-Ferreira -Vírus na célula vegetal. Observações ao microscópio electrónico. I - Vírus X da Batateira. Port. Acta Biol., A 6, 18-22, 1959.

13- J. F. David-Ferreira - A diferenciação do condrioma, aparelho de Golgi e ergastoplasma. Estudo ao microscópio electrónico. Tese de Doutoramento, Universidade de Lisboa, 213 pp, 1959.

14- J. F. David-Ferreira - L'ultrastructure des cellules interstitielles du testicule foetale du Rat. Arch. Port. Sei. Biol., 13, 31-36, 1960.

15- M. J. Xavier Morato e J. F. David-Ferreira - Premieres observations sur 1'ultrastructure de la pars tuberalis. Arch. Port. Sei. Biol., 13, 45-54, 1960.

16- J. F. David-Ferreira - A propôs de 1'observaison de corpuscules d'aspect virusal dans les metástases pulmonaires des cancers mammaires de la souris. Proc. Eur. Reg. Conf. on Electron Microscopy Delft, 2, 995-998, 1960.

17- C. Plácido de Sousa e J. F. David-Ferreira - Multiplication of Herpes Virus in a Mouse mammary tumor. Are. ges. Virus for s eh.., 10, 465-477, 1960.

18- J. P. David-Ferreira - Demonstration du pouvoir phagocytaire des plaquettes sanguines chez le La pin. Proc. Eur. Reg. Conf. on Electron Microscopy, Delft, 2, 917-920, 1960.

19- J. F. David-Ferreira - Sur la structure et le pouvoir phagocytaire des plaquettes sanguines. Zellforsch., 55, 89-103, 1961.

20- J. F. David-Ferreira e K. L. David-Ferreira - L'ultrastructure des plaquettes sanguines. Mise en évidence du glycogène. Z. Zellforsch.,56,789--802, 1962.

21- J. F. David-Ferreira - Sobre a constituição e fisiologia das plaquetas sanguíneas. Port. Acta Biol., (Série A), 6, 179-210, 1962.

22- K. L. David-Ferreira e J. F. David-Ferreira - L'origine des inclusions en bâtonnet des macrophages, Fifth Intern. Cong. Electron Mycroscopy (Sydney S. Breese Jr., Editor) 2, WW-12. 1962.

23- J. F. David-Ferreira - Observations preliminaires sur la structure et la cytochimie du centriole. Fifth Intern. Cong. Electron Microscopy (Sy¬dney S. Breese Jr., Editor) 2, XX-4, 1962.

24- J. F. David-Ferreira - The blood platelets electron microscopic studies. Inter. Rev.. Cytol., 17, 99-148, 1964.

25- J. F. David-Ferreira e R. A. Manaker - An electron microsoopic study of the development of a mouse hepatitis virus in tiesue culture cells, J. Cell Biology, 24, 57-78, 1965,

26- S. E. Stewart, J, F. David-Ferreira, E. Lovelace, J, Landpn e N. Stock - Herpes-like virus isolated from neonatal and fetal dogs. Science, 148, 1341-1343, 1965.

27- J. F. David-Ferreira, K.L. David-Ferreira, C. J. Gibbs, Jr. e J. A. Morris -. Scrapie in mice: ultrastructural observations in the cerebral cortex. Proc. Soc. Biol. Med., 127, 313-320, 1968.

28- M. de Lourdes V. Borges e J. F, David-Ferreira - Comparative study of cell structure in Dàtura Metei L. Healthy and infected with potato virus X or potato virus Y. Rev. Biol., 6, 421-437, 1968.

29- M. de Lourdes V. Borges e J. F. David-Ferreira - Presence of Mycoplasma in Lycopefsicon Esculéntum Mill with Mal Azul. Boi, Soe. Brot., 42 (2ª série), 321-333, 1968.

30- J. F. David-Ferreira - Alguns conceitos fundamentais de ultrastrutura celular. Actualidades Biol., 41, 155-189, 1969.

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